24.11.08
6.10.08
Carijó
Afinal, o talzinho do gavião era um carijó mesmo. O da horta. Voltei lá e ..tomei outra cacetada na cabeça! Fiquei espreitando o bicho, agora pra saber do que se tratava. Descobri um casal. A fêmea, um pouco maior do que o macho, ficava quieta perto do ninho (que não consegui ver), lá no alto da paineira. Não dava nem um pio. O macho, ficava me espreitando de longe, se eu mudava de lugar, ele mudava também para ficar num ângulo bom de me ver. Quando eu chegava perto da árvore ele começava a piar, para chamar minha atenção. Ficava só de longe, lá em cima, de butuca. Distraí e pronto, levei mais um ataque do bicho - parece uma raquetada! Ha..isso não vai ficar assim... Voltei depois, disfarçada. E fiquei estudando as estratégias de defesa dele. Mas não amolei muito, não. Afinal, só queria entender o porquê dele me atacar daquele jeito e claro, vi que sou uma ameaça para seu ninho, apesar de ficar muito no alto que nem dá pra ver onde está direito. Valeu, descobri mais um pouquinho do bicho. Não dá pra vacilar, não. Soube de gente que levou bicada na orelha, com sangramento e tudo o mais. Fora minhas dores de cabeça, comigo tudo certo. Dessa vez eu é que peguei umas penas que ele largou depois de bater em minha cabeça! Há! Pelo menos isso!
10.9.08
Estória de passarinheiro
Não é estória de pescador, porque eu não sou pescadora. Sou passarinheira. Mas juro, de pezinho juntinho aqui, que é verdade!
Estava na fazenda, interior de São Paulo e como adoro mexer com plantas, estava fuçando na horta. Colhia cebolinha, salsinha, espinafre, manjericão - adoro todos esses temperos e verduras e estava ali, numa posição típica de quem mexe com isso, e talvez típica minha também: de pé, mas com o tronco dobrado na cintura e virado para baixo, sem dobrar a coluna e as pernas e com a cabeça totalmente virada para o solo e com os braços esticados em direção às plantas, trabalhando. Eis que sinto uma porrada em minha cabeça, violenta! Foi um impacto grande mesmo, pontiagudo e forte, meu cabelo que não é pequeno, voou para a frente, descabelando, seguindo o vácuo de um movimento fugidio. Levantei o tronco, P da vida, imaginando quem teria feito uma brincadeira estúpida dessas, pois tinha doído bastante! Olhei em volta brava, vi a empregada e sua filha me olhando, uns 15 metros de distância, embasbacadas. Perguntei: Que foi isso? Ela disse: Um bicho! Eu disse: Pra onde foi? Ela apontou. Olhei. Falei em voz alta: Só pode ser o gavião! Ela não acreditou. Nem eu.
Lembrei imediatamente de Gonçalves. Outro dia em meu sítio, a mesma coisa. Um gaviãozinho me atacou, eu na mesma posição, lavrando a terra e senti um vento em minha cabeça..ao procurar, vi o gaviãozinho me encarando pousado agora numa árvore média. Achei que poderia estar próxima de seu ninho, mas gaviãozinho não tem ninho no chão, no meio do nada como eu estava (mexendo em minhas flores de jardim). Continuei meu trabalho e de repente, de novo, um ventão na cabeça. Ele estava dando razantes em mim..fiquei encarando-o, conversei com o tal (tenho mania de falar com os animais e plantas como se pudessem conversar comigo naturalmente), mas jamais imaginei que o bicho teria a petulância de tentar me caçar! Achei que estava querendo algo, sei lá. Nunca tinha visto nada assim. Continuei trabalhando, com um olhar de soslaio, mas depois me distrai. Ele deve ter desistido, já que eu falava com ele, imitava canto, essas coisas, e o bicho deve ter caído em si. Eu era um humano, pô!
Pois o tal do gaviãozinho na horta da fazenda era jovem, uns 30 cms de altura mais ou menos, mais pra gordinho do que para esbelto, e estava contra a luz, não conseguia vê-lo claramente e portanto, identificá-lo! E o pior, começou a me dar uma dor de cabeça, aumentando, aumentando e comecei a praguejar de dor. Afinal, foi um super impacto, unhas cravadas em minha cabeça (ficaram marcas vermelhas!!) e eu, sem acreditar, praguejando. Ele só me olhava de longe, numa posição que eu não conseguia identificá-lo. Eu ficava conversando com ele, meio reclamando da cacetada que ele tinha me dado. Parecia um gavião de cabeça clara, talvez o pomba, porte de uns 30 cms, mas tinha um desenho no "rabo" quando voou, que me lembrou o carijó. Marrom e branco em listas horizontais. Mas ali é mais terra de pinhé. Não consegui ver o tal, não adiantava. Ele só espreitando do galho da árvore, alto pacas, numa posição que não dava para ver nenhum detalhe de indentificação. E minha cabeça doendo! Voltei a colher, afinal não adiantava reclamar, imaginando com o quê o bicho me confundira. Será que era meu cabelo? Deveria brilhar e chamar a atenção dele, talvez. Confundiria meu cabelo com um coelho? Um rato? bah! Não deixei de praguejar, pois a dor perdurou por muito tempo. Fiquei imaginando os carcarás que tenho em Gonçalves de 60 a 70 cms quase, imagine uma garra de um desses,... levava minha cabeça inteira! Esse, de apenas uns 30cms tem uma "envergadura" de garra enorme. Pois atingiu minha cabeça inteira - uns 20 cms de abertura de garra, medi com a mão no lugar que ficou machucado. Achei até os pontos doloridos das unhas do bicho em minha cabeça! Ai, ai, precisavam ter filmado isso!! - falava comigo, olhava para o gavião. Se eu contasse a história de Gonçalves, ninguém acreditaria. Agora então...
E eis que grita a filha da empregada pra mim: ele acabou de passar em cima de novo!
Resolvi ir buscar meu chapéu! Tá louco, fiquei com dor de cabeça o dia todo!
13.8.08
29.7.08
8.7.08
nada de mais..
mas é uma delícia assim mesmo, não?
Gozado que a luz faz funcionar meus outros sentidos..
Quando eu vejo determinada luz, sinto o tempo. Preencho os barulhos, mesmo com o silêncio. Sinto o frio e o calor, inspiro melhor, expiro como com uma missão cumprida.
Percebo o Sol, envolvo-me com o vento.
Será assim com todo mundo?
Faço até aquele espreguiçar, como se estivesse no deck, lagarteando.
2.7.08
canoa, canoa desce..
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